Os
Tembé, que adminstram este blog, fazem parte do ramo ocidental dos Tenetehara e
vivem na Terra Indígena Alto Rio Guamá- TIARG. Sua autodenominação é
Tenetehara, mas no estado do Pará, passaram a ser chamados de Tembé. Há várias
especulações sobre esta denominação. Talvez, pelas semelhanças, derive da
palavra tupi “timbó”. A hipótese de que significaria nariz chato, divulgada em
algumas publicações, não tem qualquer fundamento linguístico.
Segundo o Aryon Rodrigues (1997), o grande
tronco linguístico Tupi, que se espalha por toda a América do Sul, está
dividido em 10 famílias linguísticas. A língua Tenetehara pertence à família
linguística Tupi-Guarani. Atualmente, há duas sociedades, com todas as suas
singularidades linguísticas, falantes desta língua: os Tembé, concentrados no
estado do Pará e os Guajajara, que vivem do lado oriental, no estado do
Maranhão.
Os dois maiores rios que estabelecem os
limites da TIARG são o Gurupi, ao sul e o Guamá ao norte e acabam definindo
dois espaços geográficos, históricos e culturais entre os Tembé-Tenetehara, por
isso existem as Aldeias do Gurupi e as Aldeias do Guamá. Segundo Sérgio Muxi,
da Aldeia Tekohaw, eles também se autodenominam de Y’riwara, porque suas
aldeias estão nas margens dos rios. Em seus processos migratórios, sempre
seguiram os contornos dos leitos dos rios. “Y” significa água e Y’riwara
significa povo da água.
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| Aldeia Ka'a Pitepeha - 2014 |
Atualmente, estima-se que 2100 Tembé vivem
na Terra Indígena Alto Rio Guamá. Como costumam transitar por diferentes
aldeias, é difícil precisar este número. A aldeia Cajueiro, no Gurupi e a
aldeia Sede, no Guamá, muito em função da infraestrutura, pois nelas há
escolas, postos de saúde, energia elétrica, reúnem o maior número de moradores.


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